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Dia do Cliente: um dia comemorativo não resolve um ano de silêncio

Por Hellenn Rech·

No Dia do Cliente, sua caixa de entrada some no meio de "Feliz Dia do Cliente" de marcas que não mandam mensagem o resto do ano. Neste artigo, mostramos por que uma data comemorativa só funciona quando é o ponto alto de um relacionamento — não o único momento dele.

Todo dia 15 de setembro a caixa de entrada do seu cliente vira uma bagunça. "Feliz Dia do Cliente", "Só hoje: 15% OFF", "Você é especial pra gente" — de marcas que, nos outros 364 dias do ano, não mandaram uma única mensagem além de confirmação de pedido e cobrança de boleto atrasado.

Não tem nada de errado em comemorar a data. O problema é tratar ela como se fosse suficiente. Um dia de carinho não compensa onze meses de silêncio — e o cliente sente isso, mesmo que não verbalize.

O relacionamento que só existe uma vez por ano

Tem uma diferença enorme entre lembrar do cliente e aparecer pro cliente só quando é conveniente pra loja. O Dia do Cliente, o aniversário dele, a Black Friday — datas assim só funcionam de verdade quando são o ponto alto de uma relação que já existia. Se for o único contato do ano, a mensagem carinhosa soa exatamente pelo que é: mais uma tentativa de venda disfarçada de gentileza.

E o cliente não é bobo. Ele sabe reconhecer quando uma marca só aparece de mão estendida.

O que muda o jogo não é a data em si — é o que a loja faz nos outros 364 dias. Quem mantém contato ao longo do ano (pós-venda, lembrete de reposição, conteúdo relevante, atendimento que resolve) chega no Dia do Cliente com histórico. A mensagem daquele dia não é a primeira depois de meses de silêncio, é só mais um capítulo de uma conversa que já estava rolando.

Como usar a data sem parecer oportunista

Isso não quer dizer que a loja deva ignorar o Dia do Cliente — só que precisa usá-lo com estratégia, não como tapa-buraco de relacionamento:

  • Segmente antes de disparar. Cliente fiel, cliente que comprou uma vez só e sumiu, e cliente que nunca comprou merecem mensagens diferentes. Tratar todo mundo igual é o primeiro sinal de que não existe relacionamento de verdade por trás.

  • Fuja da oferta genérica. Com a caixa de entrada lotada de "só hoje 15% OFF", o que se destaca é o que soa pessoal — reconhecer o histórico do cliente com a loja, não empurrar desconto.

  • Use a data como gancho, não como estratégia inteira. O Dia do Cliente pode (e deve) disparar uma campanha automática segmentada por RFV. Mas o resultado dela depende do que já foi construído antes — não existe automação que substitua meses de silêncio.

No fim, a pergunta que fica não é "o que eu mando no Dia do Cliente?"
É: se essa data não existisse no calendário, seu cliente teria alguma razão pra lembrar da sua marca?

Escrito por
Hellenn Rech LinkedIn

Formada em Publicidade e Propaganda, com 6 anos de experiência na Bagy. Responsável pela área de Marketing e Comunicação, incluindo eventos, produção de conteúdo e gestão do programa de parcerias com agências parceiras.

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